—Senhorita?—me virei assim que alguém
cutucou meu braço.
—te conheço?—eu disse levantando as
sobrancelhas para o senhor todo empacotado não era pra tanto nem estava tão
frio.
—ei não precisa ser grossa—ele disse assustado.
—ah e você quer oque? Eu nem sei quem
você é e você chega aqui achando que eu não devia ser grossa? Você queria oque?
Que eu te desse o endereço da minha casa? Mas não da, falo? Por que... Por
que... —nessa hora comecei a chorar (affs odeio isso to muito doida e emotiva!)—por
que meus pais morreram faz uma semana e eu não tive nem o direito de ir ao
velório deles estou sem nada, sem casa, sem pais, sem família, sem vida e agora
vou ter que depender da amiga da minha mãe para viver e poxa! Agora contei
praticamente toda a minha vida para um estranho!—eu disse ainda chorando muito
e soluçando, Droga! Por que eu tenho que abri a boca?
—você deve ser a Jess—ele disse me
fazendo o encarar séria—sou Marco—ele disse me encarando sério também.
—ah muito prazer Marco, mais como
sabe meu nome?—perguntei franzindo as sobrancelhas.
—mas pode me chamar de vô—ele disse
fazendo meu coração disparar e eu sorri muito.
—vô?—digo pulando nos braços dele—eu
não sabia que tinha um vô!—digo limpando as lagrimas.
—não teria como mesmo sua mãe não
fala comigo há mais de 20 anos—ele disse pegando minhas malas.
—mas... Por quê?—pergunto franzindo
as sobrancelhas.
—bem porque ela preferiu fugir com um
estranho e deixar seu pai aqui sozinho—na mesma hora percebi que ele estava
falando do casamento dos meus pais e voltei a ficar triste afinal ele não
queria que eu existisse certo?
—mais se eu soubesse que disso tudo
iria gerar essa coisinha linda não teria impedido e sim apoiado—ele disse
tomando meu sorriso de novo.
—vamos—ele disse me guiando ate a
porta.
Entramos na BMW dele (ual!) e fomos
seguindo pela estrada devo dizer que sim a Itália é linda! Chegamos em um
portão grande de ferro que dava para ver o enorme caminho pela frente.
—Perai, você mora aqui?—pergunto franzindo
as sobrancelhas e olhando indignada para as varias flores plantadas ao longo do
caminho.
—sim por quê?—ele disse tranquilo
arregalei os olhos quando avistei um balão com uma fonte de água linda atrás
uma mansão enorme linda.
—ah meu Deus!—digo descendo do carro
e batendo a porta sem tirar os olhos da casa. Segui o Marco quer dizer o meu vô
ate a porta da casa onde tinha uma mulher meio nova mais ou menos uns 35 anos
morena alta e gorda.
—Jess essa é a Faby ela é a
governanta da casa—meu vô disse me apresentando a mulher—Faby mostra o quarto á ela para ela tirar essa roupa suja—meu vô disse passando por Faby. Faby me
olhou de cima abaixo e fez uma careta (super discreta!).
—então...
—foda-se, não estou a fim de saber
agora pode sair, por favor?—digo assim que chego ao quarto e a interrompendo
ela saiu com raiva e indignada e eu pulei na cama chique que tinha lá acho que
pensei demais por que acabei dormindo e nem jantei.